Homenagens celebram pioneiros no Dia do Surfista em Santos (SP)

Homenageados do Dia do Surfista em 2018. Foto Fábio Maradei

Quem não reconhece seu passado, não tem capacidade para construir o seu futuro. O pensamento conduz o Dia do Surfista, em Santos. A data é celebrada todo dia 21 de janeiro, por Lei Municipal, mas esse ano a homenagem foi marcada para segunda-feira (22) no Salão Nobre da Prefeitura. O evento é uma parceria com a Associação Santos de Surf e, como acontece em cada edição, pioneiros da modalidade são enaltecidos, por terem ajudado a construir a história do esporte.

Personagens sempre com ricas histórias, que ajudaram a transformar o surfe na potência que é hoje. Desta vez, o historiador Diniz Iozzi, o Pardhal, responsável por recuperar toda a trajetória desde a primeira onda surfada na Praia do Gonzaga, selecionou cinco pioneiros: Manoel dos Santos, Paulo Miorim, Sérgio Heleno, Antonio Di Renzo Filho e Jo Hirano (os dois últimos in memorian), representados por Rugerro Maligeli e Frankie Marques.

Foto Fabio Maradei

Na verdade, cinco nadadores que surfavam. O grande destaque, sem dúvida, Manoel dos Santos, herói olímpico, com a medalha de bronze nos Jogos de Roma, em 1960, nos 100 metros livre, e recordista mundial, de 1961 a 64, e um dos primeiros, senão o primeiro brasileiro a encarar as ondas no Havaí, em 1961. Um nome de fama mundial que tinha o surf como hobby e naqueles tempos aprendeu a construir a própria prancha, junto com o amigo Jo Hirano.

Manoel lembrou com alegria da primeira prancha feita com Hirano, que logo na primeira onda partiu ao meio. Miorim também falou sobre os feitos da época. “Começamos em 64, 65 e descobrimos que havia uma nova moda no Rio. Vimos os caras com umas pranchas diferentes e tinha uma reportagem na antiga revista Manchete. A gente nadava, vivia no Itararé pegando onda de peito e quando vimos a possibilidade de poder ficar em pé numa onda, foi assim envolvente e emocionante”, falou.

Foto Fabio Maradei.

Ficamos totalmente tomados pela nova moda. Foi um rastilho de pólvora, igual filmes de caubói antigos. Só falamos de surfe. Fizemos pesquisa em enciclopédias. Era só a gente, não tinha mais ninguém. O salva-vidas brigava com a gente. A gente falava, mar grande que era legal. É gratificante, depois de tanto tempo, ser lembrado”, complementou.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa destacou a relação história do surfe com a cidade. “As histórias se confundem e temos de escrever novos capítulos, primeiro valorizando o passado. Este evento é sempre um aprendizado”, destacou. “Todo mundo tem uma identificação com o surf, por conta de tudo que ele representa na Cidade”, acrescentou o prefeito, que também anunciou a reconstrução do Museu do Surf, no Quebra-Mar.

Foto Fabio Maradei

Junto ao prefeito, formaram a mesa da solenidade o secretário municipal de Esportes, Sadao Nakai, o presidente da Fundação Pro-Esporte (Fupes), Hugo Duppre, a vereadora Audrey Kleys, o deputado estadual Paulo Correa Júnior e o presidente da Associação Santos de Surf, Reginaldo Ferreira Lima, o Naldo. A Lei foi criada em 2003 pelo então vereador Fabio Nunes “Fabião”, hoje secretário municipal da Cultura.

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