Com barcos em evolução, classe C30 encerra temporada em Ilhabela

Barracuda no contravento. Foto Aline Bassi / Balaio de Ideias.

Ilhabela encerra neste fim de semana, 2 e 3 de dezembro, seu tradicional circuito de vela oceânica, a Copa Suzuki, disputada desde março em quatro etapas. O barco Caiçara, tricampeão antecipado, tornou-se especialista em velejar na Capital Nacional da Vela, devido à tripulação muito bem treinada e acostumada aos ventos e às correntes locais.

Na abertura desta última etapa (25 e 26/11) o Caiçara venceu as três regatas, inclusive a desafiadora Volta à Ilha. O rendimento do Caiçara é um estímulo permanente para Caballo Loco, eCycle +Realizado, Barracuda e Kaikias, esforcem-se ainda mais em busca da evolução. Entre as competições que disputou neste ano, o Caiçara só não venceu o Campeonato Brasileiro, com vitória do Katana Portobello, de Florianópolis, seguido por Caballo Loco.

Caiçara (azul) e Caballo Loco. Foto Aline Bassi / Balaio de Ideias.

O título antecipado não acomoda os tricampeões. A tática permanece a mesma das etapas anteriores: correr para vencer. “O que tem nos ajudado nas manobras são os treinos das sextas-feiras, na véspera de cada regata. Precisamos acompanhar a evolução da classe. Queremos aproveitar este último fim de semana da Copa Suzuki para confirmarmos o brilhante trabalho desenvolvido na temporada”, destaca Carlos Ney Ribeiro, responsável pela ‘secretaria’ do Caiçara.

O velejador garante que o relacionamento a bordo faz a diferença na hora de competir, justificando a atitude do comandante Marcos de Oliveira Cesar, que sempre prioriza o investimento na tripulação. “A terceira vitória consecutiva em uma regata difícil e cheia de imprevistos como a Volta à Ilha, trouxe motivação. Mostrou que após três anos juntos, podemos considerar a tripulação do Caiçara como nossa segunda família”, afirma Carlos Ney.

Duelo entre Barracuda e +Realizado. Foto Aline Bassi / Balaio de Ideias.

Recursos materiais e humanos – A importância de uma equipe bem entrosada, é reforçada pelo comandante do Barracuda. “Neste ano, trocamos de tripulação três vezes durante o circuito, o que interfere no rendimento do barco. Incomoda saber que temos em Ilhabela uma flotilha com cinco barcos parelhos e às vezes não conseguimos o resultado esperado”, considera Humberto Diniz.

Outro cuidado dos comandantes, além da tripulação, é com a fadiga dos equipamentos, que também prejudicam o desempenho da embarcação. “O Barracuda ainda corre com genoa (vela de proa) antiga e mesmo com esse enxoval estamos chegando junto com um segundo ou um terceiro lugar. As velas são o motor do barco. Quanto mais novas, mais velocidade”, define o timoneiro Diniz.

A bordo do Caballo Loco. Foto Aline Bassi / Balaio de Ideias.

O vice-líder Caballo Loco e o eCycle +Realizado têm rivalizado com o Caiçara em algumas regatas. O comandante do Caballo Loco deseja fechar o ano em ascensão. “Só na última regata de domingo (26/11) conseguimos regular um pouco melhor o Caballo e andar próximo ao Caiçara. Esperamos que nesse fim de semana nossa performance melhore para conseguirmos melhores resultados na última etapa e na classificação final do campeonato”, projeta Mauro Dottori.

A classe C30 correu até o último fim de semana 29 regatas pela Copa Suzuki, com cinco descartes. Neste fim de semana estão previstas mais quatro ou cinco provas, conforme o vento. Além da C30, o Yacht Club Ilhabela deverá receber novamente mais de 30 barcos das demais classes: HPE 25, IRC, RGS e Bico de Proa. A festa de confraternização e a premiação da temporada movimentam as tripulações também fora da água.

Resultado parcial da C30 na 4ª Etapa
1º Caiçara (Marcos de Oliveira Cesar): 1+1+1 = 3 pontos perdidos
2º Caballo Loco (Mauro Dottori): 3+3+2 = 8 pp
3º Barracuda (Humberto Diniz): 4+2+3 = 9 pp
4º eCycle +Realizado (José Luiz Apud): 2+4+4 = 10 pp

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