Team AkzoNobel, de Martine Grael, termina segunda etapa em quinto lugar

Team Akzonobel, da brasileira Martine Grael. chegou em quinto lugar. Foto Pedro Martinez/Volvo Ocean Race.

O barco Team AkzoNobel confirmou, na noite deste sábado (25), o quinto lugar da segunda etapa da Volvo Ocean Race, disputada entre a portuguesa Lisboa e a sul-americana Cidade do Cabo. A equipe da brasileira Martine Grael fez o percurso em 20 dias, 7 horas e 24 minutos. A média de velocidade na descida do Atlântico foi de 16,6 nós o que dá 30,7 km/h.

Os holandeses chegaram a liderar a prova na costa brasileira, mas foram ultrapassados na semana final. A etapa teve ao todo 7 mil milhas náuticas – 12.964 quilômetros. O Team AkzoNobel chegou 1 dia e 6 horas depois do MAPFRE, vencedor da segunda etapa. Os espanhóis fizeram a perna em 19 dias, 1 hora e 10 minutos. O barco vermelho foi seguido por Dongfeng Race Team (2º), Vestas 11th Hour Racing (3º) e Team Brunel (4º).

Chegada em Lisboa. Foto Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race.

Atrás do AkzoNobel, a etapa ainda não tinha terminado e a disputa pelo sexto lugar foi ainda mais intensa. Na aproximação à Cidade do Cabo, o Sun Hung Kai / Scallywag, do skipper David Witt, conseguiu ganhar duas milhas ao Turn the Tide on Plastic de Dee Caffari. Mas já sob influência da Table Mountain, o vento ficou incerto e sempre a mudar de direção, com isto a vantagem foi anulada.

Não é frequente que um quinto lugar pareça uma vitória, mas, a batalha foi tão disputada o Sun Hung Kai/Scallywag e o Turn the Tide on Plastic, que o skipper Simeon Tienpont estava contente. “Tivemos que lutar todo o percurso“, disse Tienpont. “É óbvio que é decepcionante não termos aguentado a brisa, mas foi positivo para todos. Ninguém ficou triste, e tivemos uma grande competição de vela até ao final. Estou muito feliz por ter terminado em quinto,com uma competição tão disputada“, completou.

No final, o Turn the Tide on Plastic terminou a menos de 0,1 milhas náuticas – menos de 200 metros – numa etapa de 7.000 milhas náuticas. Mas a sua equipe simplesmente não conseguiu encontrar uma maneira de passar o Sun Hung Kai/Scallywag. “Nós tivemos o Scallywag no nosso horizonte desde a passagem do equador, e esse resultado não é o que merecemos. Nós merecemos mais, estou triste pelos meus tripulantes“, disse Caffari.

Nós hoje perdemos duas milhas para eles, e depois conseguimos recuperar até poucos metros. Fair play para os nossos tripulantes por terem tentado tudo, e é por isso que eu queria que o resultado fosse outro“.

Witt e sua equipe suportaram a investida final, e depois de navegar à vista do Turn the Tide on Plastic na maior parte da etapa, puderam finalmente respirar, cruzando a linha de chegada com um pouco mais de um minuto de avanço.
Todos estavam bem. Ninguém desistiu“, disse Witt, rindo em homenagem à sua equipe. “Nós somos sólidos. Temos bom caráter. Temos que ficar juntos, continuar a lutar e melhorar“.

Com as sete equipes agora em terra, o vencedor da segunda etapa,o MAPFRE, também está no topo da tabela de classificação geral, apenas com um ponto de vantagem sobreo Vestas 11th Hour Racing. O Dongfeng Race Team está dois pontos a trás. Os barcos voltam a navegar apenas em 10 de dezembro com a largada da terceira etapa entre a Cidade do Cabo e a australiana Melbourne. A perna terá 6.500 milhas náuticas – 12 mil quilômetros. A In-Port Race da Cidade do Cabo será dois dias antes, em 8 de dezembro.

Resultados da segunda etapa
1º MAPFRE – 19 dias, 1 hora e 10 minutos
2º Dongfeng Race Team – 19 dias, 4 horas e 2 minutos
3º Vestas 11th Hour Racing – 19 dias, 5 horas e 37 minutos
4º Team Brunel – 19 dias, 10 horas e 14 minutos
5º Team AkzoNobel – 20 dias, 7 horas e 24 minutos
6º Sun Hung Kai/Scallywag – 20 dias, 7 horas, 55 minutos e 21 segundos
7º Turn the Tide on Plastic – 20 dias, 7 horas, 56 minutos e 29 ssegundos

Olá, você está curtindo o blog? Deixe o seu comentário!