Segunda etapa segue para reta final com resultado indefinido. MAPFRE lidera

Ben Piggott e Tom Clout a bordo do Sun Hung Kai/Scallywag.
Foto Konrad Frost/Volvo Ocean Race.

A segunda etapa da Volvo Ocean Race deve terminar na tarde desta sexta-feira (24) o o resultado segue indefinido. A prova entre Lisboa, em Portugal, e a Cidade do Cabo, na África do Sul, será decidida na aproximação ao destino final. Cartão-postal sul-africano, os ventos perto da Table Mountain sempre reservam surpresas.

A vantagem segue com os espanhóis do MAPFRE, mas os adversários, inclusive o Team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, tentam o ataque final pelo Atlântico nas últimas 24 horas de regata. Desde a largada em 5 de novembro, as equipes estão se revezando na ponta. Nesta quinta-feira (23), o Vestas 11th Hour Racing – vencedor da primeira etapa – e o Sun Hung Kai / Scallywag optaram por implantar o modo sigilo, justamente quando a segunda perna da Volvo Ocean Race atinge seu clímax.

Estamos puxando o barco ao máximo possível“, disse a medalhista olímpica Jena Mai Hansen, do Vestas 11th Hour Racing. “O Dongfeng não está longe de nós e o MAPFRE tem 30 milhas de frente. Nós estamos olhando um para o outro vendo quem vai fazer algo diferente“.

A equipe espanhola do MAPFRE chegou a abrir mais de 30 milhas náuticas de vantagem para o o Dongfeng Race Team na tarde desta quinta-feira. Mas os outros adversários não se dão por vencidos. “Vamos fazer o nosso melhor para ver se podemos mudar isso“, disse o navegador Andrew Cape, do Team Brunel, terceiro colocado. “Pode ter surpresa, especialmente na Table Mountain, e não vamos perder a esperança“.

Team Akzonobel pode lutar pela vitória na Leg 2. Foto James Blake/Volvo Ocean Race

Antes de entrar no modo invisível, Dave Witt, comandante do Sun Hung Kai / Scallywag, explicou sua situação. “Estamos em uma situação extremamente difícil. É duro quando trabalhamos tão forte para voltar para trás. Sinto que estou batendo minha cabeça contra uma parede de tijolos“.

A brasileira Martine Grael, em entrevista a bordo do Team AkzoNobel, falou o que vai fazer quando pisar em terra, após 20 dias de regata descendo o Atlântico. “Quando chegar em terra preciso de um banho e um bom café da manhã. Depois exercitar as pernas, pois no barco a gente anda muito pouco. Acho que é isso, uma boa comida e matar a saudade de casa“.

A primeira etapa foi vencida pelo Vestas 11th Hour Racing. A Volvo Ocean Race será disputada até junho, incluindo uma etapa no Brasil, mais precisamente na cidade de Itajaí (SC), em abril de 2018.

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