Carol Bonelli comemora a vaga para o Mundial Júnior, no Japão

Carol Bonelli garantiu vaga em duas categorias. Foto Aleko Stergiou/Divulgação

Carol Bonelli é hoje um dos principais nomes da nova geração do surf brasileiro feminino. E confirma essa condição da melhor maneira possível. No Brasileiro de Base, garantiu a vaga para o Mundial Júnior, da International Surfing Association (ISA), no Japão, tanto na categoria sub-16 quanto na Sub-18. Em setembro, defenderá o Brasil no mesmo palco que o surf estreará na Olimpíada em 2020, atuando em sua faixa etária, e não esconde a empolgação. Será o seu segundo mundial. No ano, competiu no ISA em Portugal e nesta temporada foi convidada a acompanhar a seleção na disputa open, realizada na França, para se adaptar. “Meu Deus, eu vou para o Japão, do outro lado do Mundo”, comemora a surfista do Instituto Gabriel Medina (IGM).

Eu estava muito focada em conseguir essa vaga. Já participei do ISA e ver o mundo inteiro surfando é incrível, principalmente porque a próxima Olimpíada será no Japão. Já vai ser um treino, um preparo para isso”, diz convicta. Determinada, ela conta que competiu o Brasileiro com essa meta. “Conseguir me classificar pelas duas categorias foi incrível. Agora estou treinando muito mais, especificamente para esse campeonato, me esforçando. Já pesquisei vídeos da onda de lá, vou mandar fazer prancha nova”, adianta Carol, que tem como sonho a elite mundial e, claro, ser campeã do WCT.

Carol Bonelli. Foto Aleko Stergiou.

NO IGM

A surfista de Saquarema faz parte da primeira turma do IGM e se qualificou ao ser campeã do Circuito Medina em 2016 na categoria Sub-16. No início do ano, mudou para Maresias e hoje tem em sua rotina diária os treinos no projeto. “Já virou uma casa. Entro aqui e faz parte da minha rotina. É tudo bem especializado. Estou aprendendo tudo, podendo evoluir em todas as áreas. Não só no mar, como no funcional, natação. Também tem inglês, tecnologia”, conta.

Coisas que vou poder levar para a vida. Estou conhecendo pessoas que praticam o mesmo esporte que eu, o que é muito bom, porque dentro d’água a gente se apoia, se ajuda. O IGM não virou só o lugar onde treino, é uma casa, uma nova família”, acrescenta Carol Bonelli. Ela lembra que a mudança de vida teve o apoio total da família. Deixou em Saquarema mãe, pai, irmãos, namorado. “Cachorro, gato. Tudo! Minha família me apoia muito. Sempre que dá vou para lá ou eles viajam para cá. É importante esse apoio, faz bem. Sabia que ia sentir saudades, mas se quero alcançar objetivos, tenho de dar tudo de mim, para colher os frutos lá na frente”, relata.

Carol Bonelli faz parte da primeira turma do IGM. Foto Aleko Stergiou.

O começo no surf foi quase por brincadeira, numa escolinha local, aos nove anos mais para conhecer o mar. Afinal, morava em Saquarema. “Nunca pensei que fosse virar uma profissão, que fosse me apaixonar pelo esporte. Ninguém da minha família surfava e todos aprendemos juntos”, lembra a atleta, que começou a se destacar nas competições e acabou chegando até o IGM. “Fiquei sabendo que ia ter o campeonato do Gabriel aqui em Maresias, que daria vaga para o Instituto. Sem contar que é um Circuito irado. Vim para correr as três etapas e quando consegui é que parei para pensar: e agora? O IGM é em Maresias. E decidi. Vou ter de ir. Se quero seguir no surf, preciso ter o treinamento que vão dar. Porque é tipo uma faculdade e quero me especializar em todas as áreas. E estou bem feliz”, conta.

FUTURO

Apesar de muito jovem, Carol sabe que tem um futuro imenso pela frente e já recebe demonstração de outras meninas mais novas. “Comecei a ver que estou influenciando pessoas. E aí que penso: olha onde cheguei. Vale a pena! Quero ir mais longe para inspirar mais pessoas, para que o surf feminino tenha mais força e cada vez mais garotas novas sigam. Até mesmo estejam aqui no IGM”, completa.

Carol Bonelli. Foto Aleko Stergiou

PING PONG COM CAROL
Nascimento – 01/06/2001
Cidade – Saquarema/RJ
Praia preferida – Itaúna (Point)
Posicionamento – Regular
Ídolo do esporte – Gabriel Medina
Ídolo na vida – Bethany Hamilton
Se não fosse surfista? – Seria da Marinha. Também pensei fazer biologia marinha.
Quando não tem surf? – Skate, para treinar o surf
Outro esporte – Jiu-jitsu
Comida – Japonesa
Bebida – Suco
Sobremesa – Meu Deus, tem muitas. Chocolate.
Se não está surfando? – Vejo vídeo de surf, leio, ouço múusica e dou volta de skate
Futuro – Ser campeã mundial
Viagem dos sonhos – Indonésia
Família – Amor
IGM – Dedicação
Estudos – Importante
Prancha – 5’4 do Jocca Secco swallow

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