Como chegam os brasileiros para disputa do Outerknown Fiji Pro 2017

Gabriel Medina venceu em 2016. Foto Ed Sloane/WSL

 

A partir deste domingo, 4 de junho, será aberta a janela para a disputa do Outerknown Fiji Pro, quinta etapa do World Surf League Championship Tour, em Tavarua, Ilhas Fiji. Nova brasileiros estarão na disputa e cada um deles tem um objetivo naquela que pode ser uma das mais desejadas e também temidas etapas do circuito mundial. Confira, então, como cada um dos brasileiros vai chegar:

ADRIANO DE SOUZA – Melhor brasileiro no ranking mundial, Adriano de Souza é também o brasileiro que chega com maior moral ao Outerknown Fiji Pro 2017. Campeão da última etapa, no Rio, Mineirinho viajou na sequência para disputa do QS6000 do Japão para então chegar em Fiji. Quinto lugar em 2016, o paulista também busca o seu melhor resultado nas esquerdas tubulares de Cloudbreak. O brasileiro está longe de ser um favorito ao título da etapa, mas se colocar a competitividade a serviço, pode se dar bem.

GABRIEL MEDINA – É o único brasileiro que já venceu em Fiji e duas vezes. O campeão mundial de 2014 mostrou que pode fazer frente a favoritos como Kelly Slater e Owen Wright, só para citar dois especialistas em Cloudbreak. Depois da vitória em 2014, parou no Round 5 em 2015 e voltou a vencer em 2016. Atual 10º lugar, Gabriel sabe que precisa vencer para voltar a ser top 5 e ficar em condições de brigar pelo título da temporada. É um resultado que precisa entrar na sua conta para o desfecho final do ano.

ITALO FERREIRA – Lesionado após a disputa da primeira etapa, está voltando e logo de cara, está escalado na bateria de abertura da temporada. Atual 25º lugar, o surfista potiguar pode até surfar despreocupado em relação ao ranking, pois até o momento, é candidatíssimo a ganhar o injury wildcard para a próxima temporada tendo ficado de fora de três etapas. Quinto colocado no ano de estreia no Tour, e 13º em 2016, Italo pode ser a surpresa se estiver bem recuperado.

Jadson André busca bom resultado em Cloudbreak. Foto Ed Sloane/ WSL

JADSON ANDRÉ – Atual número 30, o surfista potiguar tem que, pelo menos, repetir a nona colocação obtida no ano passado. A etapa de Fiji passar a ser crucial para o brasileiro após os resultados ruins do início da temporada, vencendo apenas duas baterias em seis disputadas. Depois do Rio, Jadson voltou para casa, e com apoio do patrocinador local, pode descansar e esquecer esse início de temporada ruim com muito pôquer (ele recentemente finalizou na 6ª colocação no BSOP Natal Tournament), um de seus hobbys.

MIGUEL PUPO – É outro brasileiro que precisa de um grande resultado em Fiji. A paternidade pode ter tirado um pouco do foco do surfista paulista neste início da temporada, mas chegou a hora de acordar, sob pena de ficar de fora da elite em 2019 ou carregar toda a pressão na segunda metade do Tour. Um dos melhores tuberiders entre os brasileiros, Miguel também já acumula cinco eventos em Fiji e ainda não conseguiu um resultado melhor que a 13ª colocação. Será agora?

Wiggolly Dantas tem bom retrospecto em Fiji. Foto Kelly Cestari/WSL

WIGGOLLY DANTAS – O paulista está em 20º no ranking e conta com mais um bom resultado em Fiji para subir ainda mais no ranking. Em duas oportunidades, Guigui foi o quinto colocado. E se as condições estiverem pesadas em Cloudbreak, Wiggolly também pode chamar atenção. É uma boa aposta para o Fantasy também.

IAN GOUVEIA – Mais uma prova de fogo para o rookie brasileiro do tour, que já passou com louvor por North Point, pico alternativo da segunda etapa. Atual 27º lugar no ranking, Ian também começa a precisar de um bom resultado para garantir um pouco mais de tranquilidade na temporada. Depois de uma apagada participação do ISA World Surfing Games nas merrecas de Biarritz, esta aí um bom teste para a versatilidade do surfista brasileiro.

YAGO DORA – Sensação brasileira do Oi Rio Pro, Yago foi convidados para etapa e vai surfar pela segunda vez na vida em Fiji. A primeira vez foi numa recente surftrip da Lay Back Team, mas as condições não foram das melhores para os padrões de Cloudbreak (imagina quando a condição for boa!). Ao invés do ataque aéreo apresentado em Saquarema,. Yago terá que mostrar que também sabe se colocar nos tubos e aguentar a pressão do lip de Cloudbreak.

BINO LOPES – Chamado às pressas para substituir Caio Ibelli, o baiano terá trabalho para sobreviver as duas primeiras fases do evento. Se passar, já terá feito seu trabalho como segundo alternate da WSL. O resto é lucro, afinal não é qualquer um que surfa Cloudbreak com apenas mais um ou dois surfistas no pico.

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