Samu Team Brazil bate recorde na vitória do 14º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro

Samu Team Brazil bateu recorde no 14º Desafio. Foto Fábio Maradei

Com novo recorde, a Samu Team Brazil, de São Paulo, confirmou o favoritismo e festejou o tricampeonato no 14º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas. Nada menos que 30 equipes largaram na manhã deste sábado (4), na Praia da Aparecida, em Santos, num momento histórico para a modalidade e recorde no continente. Os atletas enfrentaram 75 quilômetros de remadas, entre trechos de mar, passando por todas as praias de Guarujá, e de rio, na segunda metade do percurso, no Canal de Bertioga e no Porto de Santos, mesclando várias condições.

O dia ajudou com sol e mar liso. A emoção começou antes mesmo da largada, com as equipes reunidas na tradicional “roda de energia”, para demonstrar a união do esporte. Remando com um time com experiência e conquistas internacionais, a Samu liderou do início ao fim, sem ser ameaçada. Até o quilômetro dez, outras canoas vinham próximas, e a partir do km 40, a vantagem foi ampliada para os rivais, saindo do visual. Eles completaram o percurso em 5h51min12s, superando em 51 segundos o próprio recorde estabelecido em 2013, com 5h52min03s.

Número recorde de equipes participantes. Foto Fábio Maradei

A segunda equipe a chegar na Praia da Aparecida foi a Canoa Caiçara, de Santos, numa embarcação V6, participando como demonstração (por ser mais rápida), somente 14 minutos depois, com 6h06min25s. A TriboQPira, hexacampeã da disputa e formada por atletas de Santos e de Bertioga, chegou a ter problemas no Canal de Bertioga, com o seu barco de apoio encalhando, e fechou esse desafio em 6h14min57s.

A Koa YCP Matero, também da capital, foi a primeira colocada da master, e chegou em seguida com 6h18min01s. A Matero também fez bonito na categoria mista, com o primeiro lugar, em 6h43min08s. A primeira colocada feminina foi a Vênus, com atletas de São Vicente, Vitória, Niterói e São José dos Campos, em 7h16min06s.

Foi dura. Pegamos tudo contra de novo. Maré contra, vento contra, então foi remar forte o tempo todo. Fizemos uma estratégia boa, saímos forte e foi perfeito. O objetivo era bater o recorde, estávamos com uma formação muito boa e com a experiência de provas internacionais, de revezamento, aprendemos muito, sabíamos que vínhamos para uma boa remada. Só queria ter pego uma condição mais a favor, porque no Canal foi o tempo todo contra”, disse o capitão da Samu, Sérgio Prieto.

Vênus venceu no Feminino. Foto Fábio Maradei.

Com a experiência de ter participado das grandes provas, inclusive a emblemática Molokai-Oahu, no Havaí, Serginho enalteceu a disputa na Baixada Santista, falando com a propriedade de quem compete desde a edição inicial. “Essa é uma prova completamente diferente. Pega mar abrigado, mar batido, canal, porto, mangue. É uma característica bem diferente de qualquer outra prova. É alucinante, bem bacana e a gente quer sempre correr”, vibrou.
“A nossa equipe é muito unida, com a mesma formação desde o começo e além de gostar de remar juntos, somos amigos. Isso faz toda a diferença”, completou Serginho, reforçando as principais características da canoa havaiana, a sincronia e sinergia nas remadas.

Também competidor desde a edição de estreia da Volta, Rafael Leão é hoje um dos principais canoístas do País na modalidade e também comemorou muito o novo título. “Muita felicidade, uma prova duríssima. Conseguimos uma boa remada e deslanchamos bem. A gente sempre treina para remar forte. Muito legal ver a evolução do esporte, cada vez mais competitivo, muito legal”, destacou.

Capitão da equipe Canoa Caiçara, José Paulo Neto, agradeceu a oportunidade de participar do evento, como demonstração e ressaltou a força dos campeões. “Competimos de V6 porque é uma tendência nova e queremos dar o start. Foi legal essa chance aqui na prova. Remar 75 km nunca é fácil e o conjunto da equipe fez a diferença. Os atletas da Samu são os melhores indiscutivelmente. Tínhamos eles no visual até os 40 km de prova, mas depois abriram e, com certeza, mereceram esse título”, falou.

Foto Fábio Maradei.

40 EM 2018 – Fábio Paiva, organizador do evento e um entusiasta da modalidade, vibrou com a grande participação de equipes de várias partes do país. “Tivemos atletas de seis estados e também do Chile e da Argentina. Temos de destacar a grande participação de Florianópolis e Salvador, com várias equipes. A gente vê hoje essa prova sendo um sucesso e podemos falar que somente agora ela vingou, porque as equipes estão tendo mais coragem de participar. O esporte tem crescimento e as pessoas estão se capacitando para enfrentar um desafio como esse”, falou.

A prova se se tornou uma chancela. O atleta que participa da Volta é diferenciado. A gente criou esse nível de superação, de ter participado desse desafio”, explica Fábio Paiva, revelando que o objetivo é continuar crescendo para as edições futuras. “Fomos crescendo com a preocupação de segurança dos atletas. Esse ano foi emocionante ver 30 canoas juntas largando, recordo no continente e agora queremos 40 canoas em 2018”, anunciou.

Vênus em ação. Foto Fábio Maradei

Além das premiações pelos desempenhos nas remandas, a prova contou com o Projeto Solidário, organizado por Carla Greco, com a entrega de latas, para doação à Abraccii – Associação Brasileira de Apoio e Combate ao Câncer Infanto Juvenil. A campeã entre as equipes foi a Extreme Canoe Club, de Salvador e no total foram arrecadadas 174 latas.
O 14º Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas teve os patrocínios de Caiaques Opium Hightec, Onbongo e Embraport. Apoios: Prefeitura Municipal de Santos/Semes, Promifae, Probiótica, Sabesp, Seagaia Mitsubishi, FMA Notícias, 98 FM, Panificadora Rainha da Barra, Capitania dos Portos, Praticagem e Corpo de Bombeiros. Organização da Canoa Brasil, com supervisão da Abracha – Associação Brasileira de Canoa Havaiana.

Foto Fábio Maradei.

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