Ataque de tubarão: temporada de 2015 registra número recorde

Ataque de tubarão: Mick Fanning foi uma das vítimas da temporada 2015. Foto WSL

Ataque de tubarão: Mick Fanning foi uma das vítimas da temporada 2015. Foto WSL

O ataque do tubarão ao tricampeão mundial Mick Fanning durante a final do J-Bay Open em 2015 pode não ter sido uma fatalidade, ou um simples encontro como insistem os biólogos especialistas no comportamento dos animais. De acordo com a The International Shark Attack File, o ano de 2015 registrou recorde de ataques de tubarão (98) e nos próximos anos este número só deverá aumentar. E os surfistas são as maiores vítimas. Em 2015, eles estiveram envolvidos em 49% dos casos.

Os 98 ataques foram investigados e diagnosticados como “não provocados” a partir de 164 incidentes, onde houve alguma interação entre humanos e tubarões. Para você entender, os ataques não provocados são definidos como incidentes em que o ataque ao ser humano ocorre no habitat natural do tubarão sem qualquer provocação humana. Incidentes com tubarões e mergulhadores em aquários públicos, ataques a barcos e outros com provocação dentro ou fora da água não são incluídos nesta lista.

O ataque provocado geralmente ocorre quando um ser humano inicia o contato físico com um tubarão. Por exemplo, um mergulhador é mordido depois de agarrar um tubarão ou durante remoção de um tubarão de uma rede de pesca. Entre os 66 incidentes que não foram considerados ataques provocados, sete faltaram provas suficientes para uma melhor avaliação.

O total anual de 98 ataques não provocados em 2015 superou o recorde anterior de 88 registrado em 2000. Já a taxa de letalidade de 2015 foi de metade (seis mortes: 6,1%) em relação a 2000 (11 mortes : 12,5%). Porém, a entidade adverte que crescimento numérico de interações entre humanos e tubarões não significa necessariamente que há um aumento na taxa de ataques de tubarão. Pelo contrário. É mais provável que seja um reflexo do crescimento da população humana, enquanto a taxa real de ataque estaria em declínio devido à quantidade cada vez maior de tempo gasto no mar pelos seres humanos.

De acordo com a The International Shark Attack File, o número de interações registrados em um determinado ano está diretamente relacionada ao tempo que os humanos passam no mar. Assim, como a população mundial continua crescendo e o interesse em atividades aquáticas sobe de forma simultânea, nós deveremos esperar um aumento do número de ataques de tubarões e outras lesões relacionadas ao lazer aquático.

Seguindo as tendências de longo prazo, águas norte-americanas tiveram mais [75: 76,5%] ataques não provocados em 2015. O total de 59 ataques não provocados nos Estados Unidos (incluindo sete no Havaí) estabeleceram um recorde para os EUA, superando 53 em 2012 e 2000. O detalhe é que apesar da Flórida liderar as ocorrências (com 51% dos ataques nos EUA e 30,6% mundial), as únicas mortes em águas americanas ocorreram no Havaí.

Em seguida vem a Austrália, com 18 ataques, e a África do Sul, com oito. Ilhas Reunião (4), Ilhas Canárias (2) e Galápagos (2) também aparecem na lista. Bahamas, Brasil, Egito, Nova Caledônia e Tailândia tem registros únicos. Os 18 ataques na Austrália quase bateram o recorde de 2009, quando 22 foram registrados. Doze ataques ocorreram em New South Wales, dois no Oeste da Austrália, dois em Queensland, além de South Australia e Victoria. Mas a única fatalidade ocorreu em New South Wales. (ver resumo Shark Attack 2015 australiano).

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