Seis equipes da Volvo Ocean Race já estão a caminho do Brasil

Largada aconteceu na manhã de quarta-feira, em Auckland. Foto Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Largada aconteceu na manhã de quarta-feira, em Auckland. Foto Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

A quinta etapa da Volvo Ocean Race largou às 18h desta terça-feira (17, no horário de Brasília) de Auckland, na Nova Zelândia, com atraso de 67 horas para evitar o impacto do ciclone Pam, e seguiu viagem para Itajaí, no Brasil. No início, os velejadores encararam ventos de 15 nós, condições de “calmaria” para quem se prepara para encarar ondas gigantes e ventos de 65 quilômetros por hora.

Confira o dashboard para ver o posicionamento dos barcos na regata em tempo real.

Essa é a perna mais longa do evento – 6.776 milhas náuticas ou 12.550 quilômetros – e mais perigosa devido as dificuldades como o frio dos mares do Sul, ondas gigantes e o temido Cabo Horn. Entre os tripulantes, um brasileiro: André ‘Bochecha’ Fonseca é o timoneiro do MAPFRE, barco de bandeira espanhola na regata.

Todos os velejadores querem disputar essa etapa, pois passa pelos mares do Sul e pelo Cabo Horn. É uma marca importante na carreira do atleta. Adoramos pegar ondas grandes…Passamos frio e fome, mas nos divertimos“, disse o catarinense.

A regata também tem uma quase brasileira. Carolijn Brouwer corre no Team SCA, barco só de mulheres na aventura. A atleta holandesa morou mais de uma década no Brasil. “É sempre uma etapa com muita tensão e nervos. Os pontos de gelo – ice gates – estarão bem mais ao Sul. Frio e muito vento vamos pegar. Nosso objetivo é chegar em Itajaí com o barco inteiro“, disse a velejadora, que participou da edição 2011/2012.

POINT NEMO

Além do frio e das ondas, eles devem enfrentar de 25 a 35 nós de vento, o que equivale de 46 a 65 km/h até dobrar o Cabo Horn. Três semanas é o tempo previsto para conclusão da etapa e o primeiro colocado deve aportar em Itajaí no dia 7 de abril. O percurso leva os barcos para perto de Point Nemo, famoso na obra de Julio Verne. É o lugar mais remoto da terra, no Pacífico Sul.

CABO HORN

Desde o século 17, o local é um marco para todos os velejadores. Para se ter uma ideia, mais pessoas já chegaram ao cume do Everest do que contornaram o Cabo Horn. As ondas podem atingir 30 metros – 100 pés, o que é quase o mesmo tamanho do mastro do barco Volvo Ocean 65.

Mais informações no site oficial www.volvooceanrace.com

Foto Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

Foto Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race

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