Volvo Ocean Race aguarda passagem de ciclone para definir largada para Itajaí

O Abu Dhabi já enfrentou condições de tempestade. Foto Matt Knighton/Abu DHabi/Volvo Ocean Race

O Abu Dhabi já enfrentou condições de tempestade. Foto Matt Knighton/Abu DHabi/Volvo Ocean Race

A direção da Volvo Ocean Race vai aguardar a passagem do ciclone Pam – de categoria 5 – para definir a largada da quinta etapa que estava prevista para segunda-feira. Neste domingo, uma reunião deverá definir a data, mas até terça-feira (17), os veleiros estão impedidos de deixar Auckland, na Nova Zelândia. A regata In-Port está confirmada para este sábado (fim de sexta-feira no Brasil) e faz parte de um campeonato paralelo que servem para desempate na classificação geral. A largada rumo a Itajaí estava prevista para o domingo.

Especialistas indicam que o ciclone Pam é o mais forte dos últimos 40 anos no Pacífico Sul e está causando ventos de mais de 200 km/h e chuvas torrenciais. Richard Green, da estação de rádio meteorologista RadioLIVE Nova Zelândia, fala sobre a força do ciclone Pam. “Vimos nove ciclones categoria 5 nos últimos 40 anos no Pacífico Sul e este é o mais forte. Quando se aproxima das águas mais frias, ele vai diminuir de intensidade, mas vamos ver ondas gigantes de 8 e 9 metros“.

A localização do Ciclone Tropical Pam no Pacífico Sul.

A localização do Ciclone Tropical Pam no Pacífico Sul.

Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race, voltou a se manifestar. “Estas condições são raras na regata e até na Nova Zelândia. Nós não vamos começar a perna até terça-feira“. Para evitar mais problemas, a organização também começou a desmontar as estruturas da Vila da Regata de Auckland, pois o fenômeno se aproxima da terra com ventos próximos 120 km/h.

Um ciclone é o mesmo tipo de fenômeno que um furacão ou um tufão, mas um nome diferente dependendo de onde ele é gerado. Eles se originam de um sistema de tempestades não-frontal caracterizada por um centro de baixa pressão. Roda no sentido horário na direção do hemisfério sul e sentido anti-horário no hemisfério norte. Quando uma tempestade deste tipo ultrapassa 118 km/h é renomeada de ciclone, furacão ou tufão.

A tripulação do barco MAPFRE fez um novo estudo de rota e podemos até nem atrasar tanto a chegada no Brasil no começo de abril. Quando tem condição de ventos fortes e onda gigantes, os barcos não correm tanto para poupar material e equipamento. Com a situação um pouco mais branda, podemos até acelerar mais. Mesmo assim a ansiedade é grande de chegar em casa”, disse o brasileiro André Fonseca.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Volvo Ocean Race

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