Ciclone tropical adia largada da quinta etapa da Volvo Ocean Race

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Um ciclone tropical no Oceano Pacífico adiou a largada da quinta etapa da Volvo Ocean Race, entre a Nova Zelândia e o Brasil. Os barcos partiriam de Auckland para Itajaí no domingo (15), mas a organização decidiu postergar o início da regata visando a segurança de tripulantes e equipamentos. Ventos de 200 km/h e ondas gigantes estão previstos pela meteorologia oficial.

A segurança vem em primeiro lugar“, explicou o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad.Tomamos a decisão porque não sabemos exatamente por onde o ciclone se move. Sabemos que os barcos podem suportar essas condições, mas foi melhor assim”.

A saída de Auckland, ainda deve ser confirmada, mas não será antes de segunda-feira (16). O ciclone não afeta a New Zealand Herald Auckland In-Port Race – Regata Local, que será disputada no sábado (14). A organização também confirmou que a cerimônia de troca de bandeiras entre os prefeitos e o desfile de velejadores estão confirmados.

A organização fez uma grande escolha, pois nessas condições é impossível controlar o barco, ou decidir o que vai acontecer. Acidentes ou danos poderiam ocorrer. Não vale o risco de estragar uma regata tão equilibrada com seis barcos de alto nível. A segurança precisa vir em primeiro lugar“, disse o catarinense André ‘Bochecha’ Fonseca, do MAPFRE, barco espanhol que venceu a etapa entre a China e a Nova Zelândia.

Regata in port está confirmada. Foto Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race

Regata in port está confirmada. Foto Ainhoa Sanchez/ Volvo Ocean Race

Bochecha recordou que teve experiência de velejar com mais de 60 nós de vento na temporada 2008-09, quando integrava o Delta Lloyd. “Realmente são condições que fogem do controle do ser humano. A gente fica angustiado com a segurança. Desta vez foi um consenso geral, pois comandantes e organização escolheram pelo adiamento“.
Esse adiamento significa que posso perder um dia na minha terra“, brincou André ‘Bochecha’ Fonseca. Apesar de sair mais tarde, não quer dizer que a flotilha vai demorar mais pra chegar em Itajaí. Vai depender do vento após o Cabo Horn. A quinta etapa, entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí (Brasil) terá 6.776 milhas náuticas e será o mais longo e mais difícil percurso desta edição. Saiba mais no site oficial www.volvooceanrace.com .

Assessoria de Imprensa da Volvo Ocean Race

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